sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Não ha nada que um bom dia de SnowBoard não cure



Descida em Chapelco - Patagônia Argentina - Eu e Gabizinha(a doidinha de azul me acompanhando) na pista italianos. alguns tombos, adrenalina, e os problemas ficando para tras.

Bom d+



quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Crepúsculo dos Deuses | Casamento? por amor?

É que Nietzsche costuma pôr o dedo na ferida – disso consiste a grandeza dos grandes homens.

Neste ultimo livro que estou lendo de Nietzsche, estou tendo que digerir minhas proprias convicções e até mesmo conceitos, mas não a fim de mudalõs mas pelomenos ve-los de uma outra forma, toda sintese precisa de uma antintese

Algumas observações sobre O Crepúsculo dos Ídolos, Nietzsche critica o casamento “moderno”, isto é, aquele do final do século XIX, quando ele escreve. O que Nietzsche está chamando, ai, de casamento moderno, é o casamento “por amor”. Apenas umas poucas frases bastam para ter-se uma idéia de sua posição: “não se pode fundar o matrimônio no amor”, “o casamento moderno perdeu sua significação; conseqüentemente está sendo abolido”, e “ainda que isso não seja uma objeção ao matrimônio, mas sim contra o modernismo” (Nietzsche, o Crepúsculo dos Ídolos). Para Nietzsche, o casamento por amor era o responsável pela perda do estatuto de indissolubilidade do casamento.



Os argumentos de Nietzsche são relativamente simples. Como sempre teria sido no passado, o casamento deveria ser uma Instituição, uma Tradição, em sentido forte. O casamento deveria ser sustentado por outras razões que não o “amor”: a) o instinto da espécie (razões biológicas), b) o instinto de propriedade, e ele especifica: “a mulher e os filhos eram uma propriedade” (razões econômicas), c) a consciência do casamento como feudo, que necessita de herdeiros para sua manutenção fisiológica no tempo (razões políticas). Tais razões, segundo Nietzsche, serviriam para dar uma base menos frágil ao casamento, fundamentos para além das variações de ânimo e humor das pessoas, como ele dizia: “jamais se fundou uma instituição numa idiossincrasia”.



O casamento, ele continua, tinha sua razão “na responsabilidade exclusiva do homem”. Com as rédeas na mão, o homem garantia a estabilidade do casamento. Assim, a Instituição não ficava à mercê das paixões e dos instintos, e sustentava-se sua indissolubilidade administrada. Por outro lado, garantia-se, ainda, a manutenção da Tradição pelo fato de as famílias assumirem a responsabilidade pela escolha dos noivos. Nada mais eficiente contra as tênues paixões da adolescência. Na forma de contrato inter-famílias, e sob a tutela masculina forte, o casamento estava garantido.



Agora, diz Nietzsche, quando é o amor, essa faísca nervosa, instável, essa chama trêmula e vaidosa, que inflama os corações da moça e do moço, e, tomados de cegueira luxuriosa e paixão romântica, os dois se casam, fundamentado que fica nessa vacilante garantia sentimental, que futuro há para o casamento? E se a chama, bruxuleante, apaga?



Eu compreendo tudo quanto Nietzsche está falando. De fato, ele descreve bem a instituição antiga. E tem razão quando diz que ela garantia a estabilidade do casamento, quando fazia das mulheres (e dos filhos) propriedade da parte masculina do contrato nupcial. Era mesmo assim em Israel, por exemplo. As mulheres eram propriedade do “senhor meu marido”. Bem como os filhos. Os patriarcas ensinaram-nos que um homem podia ter – que verbo! – muitas mulheres (mas não o contrário!). Lembro-me daquela discussão entre Raquel e Léia sobre uma ter roubado o marido da outra e uma comprar da outra, pela raízes de mandrágora que Rúben achara, a noite com seu homem (cf. Gn 30,13-18). Oh, sim, a “instituição” era, mesmo, muito “firme”, mas – quero crer – ao preço da redução da dignidade da mulher. Não me parece que Raquel e Léia estivessem exatamente, hum, “felizes”. Mas que é a felicidade feminina, não é mesmo?, diante da relevância institucional do casamento? É curioso como o judaísmo tardio considerou muito constrangedora essa história – mas não pelo fato de duas “esposas” brigarem pela cama de seu esposo, mas pelo fato de que “mandrágoras” fossem raízes afrodisíacas, com as quais se fazem poções... de amor. Quando O Testamento dos Doze Patriarcas foi escrito, a história foi mudada: não eram raízes de mandrágora, eram tomates cheirosos. Mas as mulheres permaneceram como “propriedade” de Jacó. As poções, escreveu-se, foram os “demônios” que as ensinaram às mulheres. E esse “casamento” – no qual as mulheres eram propriedade do “senhor meu marido” –, chegou-se a dizê-lo, sem constrangimentos, ter sido planejado por Deus. Se vamos dizer que o “casamento” foi inventado por Deus, convém que, antes, cheguemos a um consenso sobre que tipo, afinal, de casamento, Deus teria inventado. Um em que duas mulheres atracam-se pela noite do marido?



Não quero transformar este Postr em numa denúncia do sufocamento do valor da mulher na história humana. Pisadas, humilhadas. Ainda hoje. Ainda hoje! Eu apenas gostaria de dizer que, apesar de Nietzsche estar certo ao afirmar que o fundamento passional do casamento o torna instável, é necessário que ele se torne instável mesmo, para que haja, realmente, igualdade e liberdade ali, uma relação de amor entre iguais, relação que encerra risco e fragilidade. Não pode haver amor, se não há liberdade. Se o casamento é uma prisão, imposta de fora, ouvir-se-ão muitos gemidos – e não de prazer – nessa cadeia. Quantas vezes engolidos em seco, na penumbra da dor do silêncio.


O amor conjugal – como critério – é mesmo uma invenção recente, que fragiliza, sim, a “instituição”. Porque, casados, depois de um ano, dois anos, dez, pode-se chegar à conclusão de que não se ama mais, se é que se chegou a amar. E aí, se o fundamento do casamento é mesmo o amor, se não há mais – se é que houve – amor, acabou-se o casamento. Não é à toa que o século XX reconheceu a necessidade do divórcio, porque a ideologia do amor como fundamento da relação conjugal exige que o amor seja o critério. A legislação foi coerente. Teologias há que ainda têm muita dificuldade com isso, aquelas mesmas que não compreendem que não se pode forçar o amor, nem mesmo o amor a Deus.



Eu não consigo me imaginar casado de uma outra maneira, que não seja por amor.Querer e aumejar ter eu sido o seu escolhido por "ela", para receber o seu amor, é uma dádiva. Dentre todos os homens do planeta. Nietzsche não conheceu a sensação de ser amado assim. Amou, quis, e não foi amado e quisto. O que é muito triste. Talvez resida aí seu apego ao modelo antigo. Talvez se ele pudesse levar sua amada para casa. Talvez, se o amor não estivesse já em moda.



O percurso até a possibilidade real do casamento por amor foi longo e demorado. A possibilidade de expressão subjetiva que uma relação dessas exige é, sim, um risco para a solidariedade social, porque a tendência de satisfação egocêntrica concentra-se no núcleo familiar passional. Mas não acredito que devemos batalhar pela solidariedade social ao preço da supressão dessa expressão subjetiva. É com ela e apesar dela que temos de aprender a – além de amarmos nossos cônjuges até o fundo do pote de amor – abrirmo-nos também à fraternidade solidária. É outra lição a que a modernidade nos constrange

terça-feira, 7 de julho de 2009

Doce Veneno

De tanta beleza fez-se feitiço
De tal maneira que nunca havia visto
De sua voz ressonava palavras perfeitas tiradas de dentro do meu mais profundo sonho
Num tom como de uma sereia
Hipnotizava todo meu ser somente para você

Leve como uma nuvem,
Branca como a paz,
Ruiva como quem pega fogo,

Seus lábios como uma fruta madura
Seu corpo uma armadilha encantadora
Seus pedidos uma meta a seguir

Seu espírito vai, seu corpo não a alcança
Sua língua afiada corta-te a felicidade
Suas amarras te tiram o sono

Você te livra dos seus próprios sonhos
Seus medos são fontes de veneno para sua vida

Em você ha tanta beleza que mais parece maldade.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ansiedade

Ansiedade no dicionário: Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc.

Na pratica sempre que ouvi falar nisso eu não deva devida importância, até pq quando o problema é do outro a gente não da tamanha atenção, então eu nunca acreditei muito nisso, achava besteira ou simplesmente ignorava quando alguém falava que era ansioso,
pois achava que isso não existia. Bem feito como tudo na vida eu aprendo na pele, eis aqui alguém que passou por um caso desses, tudo estava fluindo bem, sem fortes emoções entre derrotas e medalhas, e como uma esponja acumula-se um bando de sentimentos e experiências que uma hora deveria se tornar visível, pronto no primeiro momento de distração foi como uma avalanche, igual um carro desgovernado numa pista com óleo, tudo parecia o palco perfeito, para o que estava acontecendo, sem o menor pudor ou controle vi-me tomado desse sentimento que mais parece uma mascara que nos cega, onde até mesmo os objetivos mudam, controle, nessa altura do campeonato é uma coisa que não existe, não se mede esforços ou pesam-se conseqüências, tira a sintonia, ou até mesmo a harmonia, pois nele não existe mais razão nem emoção só Ânsia de reciprocidade abstrata que nem mesmo eu poderia saber do que se tratava.
Ai no auge de todo acontecido parece que uma velha frase ressonava la no fundo:

Houston, we have a problem

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Regresso dos que não foram

Na beirada de fazer um ano da ultima postagem, decido retornar as escrivinhaturas, análogas abstratas, um ano se passou muitas coisas aconteceram, mas como se percebe, a vida de cada um são fases, e nos pegamos as vezes em sentimentos, sentidos, aprendizagens "redundantes cíclicas".

Bem ponta pé inicial dado, "Redundância Cíclica", ótimo nome né, principalmente para explicar que vira e mexe voltamos ao mesmo lugar, confesso que tenho andado meio descrente de tudo, não vejo soluções para muitas coisas, é pensando por esse lado, vejo que a falta do álcool tem me feito mal, analogias e subjetividades a parte.

Falando serio agora, se conselho fosse bom, não se dava, se vendia, mas deixo aqui registrado uma conselho : Não leiam Nietzsche!

Filosofo alemão, descrente da humanidade tem o dom de persuadi-lo as suas convicções,
Ele aponta claramente teorias que você ser pensante, logo associa a vida real, como dizia Nelson Rodrigues, "A vida como ela é", em uma de suas obras Nietzsche, aponta com o "homem" ser uma espécime de ligação entre o macaco animal até o Super-Homem,
Mais claramente, ele mantém o Elo entre os 2 pólos, onde o macaco, o ser animal, não provido de faculdades opinativas e dissertativas e tão pouco sociais, que age somente por sentido, natural, que seria mais a tão conhecida natureza humana, que antevêem o homem social, o homem territorialista, guiado por hormônios e necessidades biológicas, cujo não convém e nem detém tal discernimento social, onde teria de submeter-se a convenções sociais, E o outro pólo, o Super-Homem, o ser perfeito, tanto de aptidões físicas quanto morais, incapaz de cometer falhas , de se sujeitar ao erro, afinal erro é humano, e o Super-homem é Sobre-humano, quase um "Deus", então é desse homem, que vamos temos que nos ater, esta conexão entre Macaco->HOMEM<-Super-Homem, esconder nossos desejos mais primitivos, e almejar as virtudes mais surreais.

Às vezes as coisas complicam e o que se sobressai dentro de cada um é o instinto involuntário mais primitivo, homem por natureza, é territorialista, carnívoro, social, e insatisfeito por "DEFAUT".

Digo isso por falar o que todos sabem as não assumem, quando queremos uma coisa, vamos buscá-la, quando temos já não nos é tão objeto do desejo assim, assim é também com nossos pensamentos e descobertas, elas nos são valiosas e de grande estima pessoal, mas deixamos de prezá-las assim que as publicamos ou compartilhamos de alguma maneira, assim são com tudo que possuímos que o Pós-macaco e pré-Super-homem também é um colecionador, de coisas pessoas, historias, onde prezamos um vil sentimento alienado sobre tal "objeto", sito até mesmo pessoas como objetos de posse, que, pois mais que ninguém possua ninguém, o sentimento de posse é impregnado o e na maioria das vezes oculto e vergonhoso para alguns, onde se vê nuca convenção de expor seus sentimentos primitivos e existentes inegáveis e muito menos controláveis como uma vergonha, já que o Super-Homem (que é sua referencia de conduta e Moral) não tem tais sentimentos ligados a reações primitivas e naturais.

Aplicando isso no cotidiano você realmente fica descrente em muita coisa, mas é a fé que nos leva adiante, mas fé em que?

Pois é Assim Falou Zaratustra

Ao ler Quando Nietzsche chorou mais convencido fico das convicções dele, trazendo muitas de suas leituras para o contexto atual do meu ponto de vista, vendo o mundo pessimista e desconfiado, tive a saboroso prazer de estar correto nas minhas expectativas e aplicação de minhas teorias "nitanas", e infelizmente vos digo, e cretino estava correto, e eu também, os ratos tem mais moral do que os homens disso podem ter certeza, Lei do Gerson que o diga.

Como um prazer antigo, tenho como prioridade observar o comportamento das pessoas em suas situações de um modo em geral, é curioso ver como reagem a estímulos, noticias, informações, ou sua reação com uma reação alheia, ou até mesmo quem fica estático com uma ação, esta reagindo também, "Não te dizer o que penso já é pensar em dizer", é bom saber que toda conclusão que cheguei até hoje não esta falha, foi comprovada. O comportamento humano no mínimo é curiosíssimo, já Aristóteles em seus diálogos para chegar os seus questionamentos, usava como própria matéria prima, o homem, como discurso, curioso né? Mais curioso ainda seria abstrair o conceito geral, e nele achar o tal "Super-Homem". todo mundo precisa de uma referencia, Ronaldinho deve ter se inspirado no Romário, que se inspirou no Pelé, ou Renato russo que se inspirava em The Smiths, ou até mesmo Herbert Viana que sofria clara c influencia de The Police, para nós reles mortais nos restam referencias como essas as quais nos inspiram e influencia a ser o que queremos ser, ir onde queremos ir, mas quando falamos em Homem sentido humanidade em geral, este sim quer ser o Super-Homem.

Pois é da pra entender o inicio do que eu falei? Então: Não leia Nietzsche

Pois: melhor felicidade e satisfação é não pensar em nada
"Nietzsche"

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O Inconsciente Coletivo

Uma das teorias pela qual Jung é mais reconhecido é a teoria do inconsciente coletivo. Essa teoria foi adotada somente por algumas escolas psicológicas.

Segundo Jung, o inconsciente coletivo não deve sua existência a experiências pessoais; ele não é adquirido individualmente. Jung faz a distinção: o inconsciente pessoal é representado pelos sentimentos e idéias reprimidas, desenvolvidas durante a vida de um indivíduo. O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.

O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam. Sendo assim, a teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de certas formas. Por exemplo, o medo de cobras pode ser transmitido através do inconsciente coletivo, criando uma predisposição para que uma pessoa tema as cobras. No primeiro contato com uma cobra, a pessoa pode ficar aterrorizada, sem ter tido uma experiência pessoal que causasse tal medo, e sim derivando o pavor do inconsciente coletivo. Mas nem sempre as predisposições presentes no inconsciente coletivo se manifestam tão facilmente.

Os arquétipos presentes no inconsciente coletivo são universais e idênticos em todos os indivíduos. Estes se manifestam simbolicamente em religiões, mitos, contos de fadas e fantasias. Entre os principais arquétipos estão os conceitos de nascimento, morte, sol, lua, fogo, poder e mãe. Após o nascimento, essas imagens preconcebidas são desenvolvidas e moldadas conforme as experiências do indivíduo. Por exemplo: toda criança nasce com o arquétipo da mãe, uma imagem pré-formada de uma mãe, e à medida que esta criança presencia, vê e interage com a mãe, desenvolve-se então uma imagem definitiva.

Conclusão

Jung acreditava que na vida cada individuo tem como tarefa uma realização pessoal, o que torna uma pessoa inteira e sólida. Essa tarefa é o alcance da harmonia entre o consciente e o inconsciente.

Jung explorou outras áreas da psicologia, tais como o desenvolvimento da personalidade, identificação de estágios da vida, as dinâmicas da personalidade, sonhos e símbolos, entre outras. Suas teorias tiveram um grande impacto sobre o campo da filosofia e são amplamente estudadas e praticadas até os dias de hoje.